A BÍBLIA, LIVRO POR LIVRO

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Antigo Testamento / Novo Testamento


ANTIGO TESTAMENTO

Gênesis / Êxodo / Levítico / Números / Deuteronômio / Josué / Juizes / Rute / I Samuel / II Samuel / I Reis / II Reis / I Crônicas / II Crônicas / Esdras / Neemias / Ester / / Salmos / Provérbios / Eclesiastes / Cântico dos Cânticos / Isaías / Jeremias / Lamentações / Ezequiel / Daniel / Oséias / Joel / Amós / Obadias / Jonas / Miquéias / Naum / Habacuque / Sofonias / Ageu / Zacarias / Malaquias


GÊNESIS início

A palavra Gênesis quer dizer "começo". Este Livro conta como tudo o que existe começou e como surgiram os seres humanos, o pecado e o sofrimento. E conta como Deus, no começo, apareceu às pessoas e mostrou como deveriam ser obedientes a Ele.

O Livro de Gênesis se divide em duas partes. A primeira, do capítulo 1 ao 11, conta como Deus criou tudo o que existe, incluindo a raça humana. Encontram-se aqui as histórias de Adão e Eva, Caim e Abel, Noé e o dilúvio e a torre de Babel.

A segunda parte, do capítulo 12 ao 50, conta a história dos patriarcas hebreus: Abraão, Isaque, Jacó e os seus doze filhos, que foram o começo das doze tribos de Israel. E o Livro termina com a história de José, um dos filhos de Jacó, que fez que os seus irmãos e o seu pai fossem morar no Egito.

No Livro de Gênesis Deus age. Ele cria o mundo, cuida das pessoas e mostra interesse pelo seu povo. Deus julga e castiga os maus e abençoa os que lhe obedecem.

Conteúdo

A criação do universo e da raça humana Gn 1.1-2.25

O começo do pecado e do sofrimento Gn 3.1-24

De Adão até Noé Gn 4.1-5.32

Noé e o dilúvio Gn 6.1-10.32

A torre de Babel Gn 11.1-9

De Sem até Abrão Gn 11.10-32

Os patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó Gn 12.1-35.29

Os descendentes de Esaú Gn 36.1-43

José e os seus irmãos Gn 37.1-45.28

Os israelitas no Egito Gn 46.1-50.26


ÊXODO início

Êxodo quer dizer "saída", e este Livro trata do acontecimento mais importante da história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. O Livro tem quatro partes principais:

1) A libertação dos hebreus;

2) a viagem até o monte Sinai;

3) o acordo de Deus feito com o seu povo no monte Sinai, onde Deus lhe deu as leis morais, civis e religiosas;

4) a construção de um lugar de adoração para o povo de Israel e as leis a respeito do sacerdócio e da adoração de Deus.

Acima de tudo, este Livro descreve o que Deus fez, como ele libertou o seu povo e como, daquela gente, ele formou uma nação cheia de esperança no futuro.

A figura humana central do Livro é Moisés, o homem a quem Deus escolheu para tirar o seu povo do Egito. No capítulo 3, lemos como Deus chamou Moisés e lhe revelou o seu nome sagrado "EU SOU QUEM SOU". O trecho mais conhecido do Livro é a lista dos dez mandamentos, no capítulo 20.

Conteúdo

Os israelitas são libertados da escravidão no Egito Ex 1.1-15.21

A escravidão no Egito Ex 1.1-22

O nascimento de Moisés e a primeira parte da sua vida Ex 2.1-4.31

Moisés, e Arão, e o rei do Egito Ex 5.1-10

A Páscoa e a saída do Egito Ex 12.1-15.21

Do mar Vermelho ao monte Sinai Ex 15.22-18.27

A lei e a aliança Ex 19.1-24.18

A Tenda Sagrada e as instruções para a adoração Ex 25.1-40.38


LEVÍTICO início

No Livro de Levítico estão as leis e os mandamentos que Deus mandou Moisés dar ao povo de Israel, especialmente as leis a respeito das reuniões de adoração, dos sacrifícios que o povo devia oferecer a Deus e dos deveres dos sacerdotes. Todos os que serviam no Templo eram da tribo de Levi, tanto os sacerdotes como os seus ajudantes, os levitas.

A lição principal do Livro é que o Deus do povo de Israel é santo. Portanto, esse povo que ele escolheu precisava ser santo também, isto é, precisava ser completamente fiel a Deus.

Neste Livro encontra-se o mandamento que Jesus chamou o segundo mais importante de todos: "Ame os outros como você ama a você mesmo" (Lv 19.18).

Conteúdo

Leis a respeito de ofertas e sacrifícios Lv 1.1-7.38

A ordenação de Arão e dos seus filhos para serem sacerdotes Lv 8.1-10.20

Leis a respeito de pureza e impureza cerimoniais Lv 1-15.32

O Dia do Perdão Lv 16.1-34

Leis a respeito da vida santa e adoração santa Lv 17.1-27.34


NÚMEROS início

Este Livro se chama Números porque nele há duas contagens do povo: a primeira, feita quando os israelitas saíram do Egito (Nm 1); e a outra, feita quarenta anos mais tarde, antes de entrarem na terra de Canaã (Nm 26). No período entre as duas contagens, os israelitas chegaram até Cades-Barnéia, no Sul de Canaã, porém não conseguiram entrar por ali na Terra Prometida. Eles passaram muitos anos nessa região e depois foram até a zona montanhosa que fica a leste do rio Jordão. Uma parte do povo ficou ali, e a outra se preparou para atravessar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida.

O Livro de Números é a história de um povo que muitas vezes ficou desanimado e com medo diante das dificuldades e que se revoltou contra Deus e contra Moisés, o homem que Deus escolheu para ser o líder deles. É também a história da fidelidade de Deus, do seu cuidado constante para com o seu povo, que muitas vezes era fraco e desobediente. Este Livro fala da firmeza de Moisés, que às vezes perdia a paciência, mas sempre mostrava ter um espírito de dedicação a Deus e ao seu povo.

Conteúdo

Os israelitas se preparam para sair do monte Sinai Nm 1.1-9.23

A primeira contagem do povo Nm 1.1-4.49

Várias leis e regulamentos Nm 5.1-8.26

A segunda Páscoa Nm 9.1-23

Do monte Sinai até Moabe Nm 10.1-21.35

O que aconteceu em Moabe Nm 22.1-32.42

Resumo da viagem do Egito até Moabe Nm 33.1-49

Deus prepara o povo antes da travessia do rio Jordão Nm 33.50-36.13


DEUTERONÔMIO início

No Livro de Deuteronômio estão os discursos que Moisés fez quando o povo de Israel estava na terra de Moabe, a leste do rio Jordão. Depois de terem caminhado quarenta anos pelo deserto, os israelitas estavam prontos para atravessar o Jordão e tomarem posse da terra de Canaã.

Nesses discursos Moisés faz o povo se lembrar do que Deus havia feito nesses quarenta anos, como os havia livrado da escravidão do Egito e os havia levado, pelo deserto, para a Terra Prometida. Ele manda o povo obedecer a Deus e cumprir a sua parte do acordo que Deus havia feito com eles e avisa que serão castigados se forem desobedientes. Moisés entrega novamente os dez mandamentos e fala da importância do primeiro mandamento, que ordena que o povo de Israel adore somente o Eterno, o Deus dos seus antepassados. Moisés também chama a atenção do povo para as outras leis e ordens que devem governar a vida dos israelitas.

Finalmente Moisés escolhe Josué para ficar no seu lugar e, obedecendo à ordem de Deus, sobe o monte Pisga, de onde vê a terra de Canaã, no outro lado do rio Jordão. Ali no monte morre Moisés, o maior de todos os profetas de Israel.

Acima de tudo o Livro de Deuteronômio mostra o amor que Deus tem pelos israelitas. O Deus Eterno os escolheu para serem o seu povo. Portanto, eles devem amá-lo e obedecer aos seus mandamentos para que continuem a receber as bênçãos de Deus na terra onde vão morar.

A passagem-chave do Livro se encontra em Dt 6.4-6. Ali está o mandamento que Jesus chamou de o mais importante de todos: "Amem o Eterno, o nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças."

Conteúdo

O primeiro discurso de Moisés Dt 1.1-4.43

O segundo discurso de Moisés Dt 4.44-28.68

O terceiro discurso de Moisés Dt 29.1-30.20

Os últimos conselhos de Moisés Dt 31.1-32.59

A bênção de Moisés Dt 33.1-29

A morte de Moisés Dt 34.1-12


JOSUÉ início

No Livro de Josué, conta-se a história de como os israelitas invadiram a terra de Canaã e passaram a morar nela. A conquista de Canaã foi comandada por Josué, que ficou no lugar de Moisés como guia do povo de Deus.

Conteúdo

A conquista de Canaã Js 1.1-12.24

A divisão da terra de Canaã Js 13.1-21.45

As terras a leste do Jordão Js 13.1-33

As terras a oeste do Jordão Js 14.1-19.51

As cidades para fugitivos Js 20.1-9

As cidades dos levitas Js 21.1-45

As tribos do Leste voltam para as suas terras Js 22.1-34

A despedida de Josué Js 23.1-24.33


JUÍZES início

O Livro de Juízes conta a história de Israel desde a conquista da terra de Canaã até o começo da monarquia. Nesse tempo surgiram os "juízes", que eram principalmente chefes militares, mas também resolviam as questões legais do povo. Este Livro ensina que o povo de Israel só continuaria a existir se fosse fiel a Deus, enquanto que a infidelidade sempre levaria à desgraça. Porém há mais do que isso. Mesmo quando a nação era infiel, e a desgraça vinha, Deus estava sempre pronto a salvar o seu povo quando eles se arrependiam e voltavam para ele.

Conteúdo

Acontecimentos depois da morte de Josué Jz -2.10

Os juízes de Israel Jz 2.11-16.31

Vários acontecimentos Jz 17.1-21.25


RUTE início

A história de Rute passa-se no tempo em que o povo de Israel era governado por juízes. Rute, uma jovem do país de Moabe, casa com um israelita. Este morre, e então Rute se apega à sua sogra, demonstrando profunda devoção ao Deus de Israel. Depois de algum tempo, Rute casa de novo, agora com um parente do seu primeiro marido. E foi por causa desse segundo casamento que Rute veio a ser bisavó de Davi, o maior rei de Israel.

As histórias dos juízes mostram as desgraças que vieram quando o povo de Deus se afastou dele. Este Livro conta as bênçãos que recebe uma estrangeira quando se volta para o Deus de Israel e assim passa a fazer parte do seu povo.

Conteúdo

Noemi volta com Rute para Belém Rt 1.1-22

Rute conhece Boaz Rt 2.1-3.18

Boaz casa com Rute Rt 4.1-22


I SAMUEL início

O Primeiro Livro de Samuel registra a passagem do período dos juízes para o dos reis. Esta mudança na vida nacional de Israel gira principalmente em torno de três nomes: Samuel, Saul e Davi. Samuel foi o último dos juízes. Saul foi o primeiro rei de Israel, e Davi, o segundo.

Da leitura deste Livro, bem como da dos outros Livros históricos do Antigo Testamento, aprendemos que a fé em Deus traz bênçãos enquanto que a desobediência leva à desgraça. Esta verdade foi dita pelo próprio Deus ao sacerdote Eli: "Respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam" (1Sm 2.30).

No princípio o povo de Israel não entendeu bem o que queria dizer ter um rei. Deus era considerado o verdadeiro rei de Israel, mas, em resposta ao pedido do povo, ele escolheu um rei para eles. Tanto o rei como o povo viviam debaixo da autoridade e do julgamento de Deus (1Sm 2.7-10). Os direitos de todo o povo, ricos e pobres, eram garantidos pelas leis de Deus.

Conteúdo

Samuel como juiz de Israel 1Sm 1.1-7.17

Saul se torna rei 1Sm 8.1-10.22

Os primeiros anos do reinado de Saul 1Sm 11.1-15.35

Davi e Saul 1Sm 16.1-30.31

A morte de Saul e dos seus filhos 1Sm 31.1-13


II SAMUEL início

O Segundo Livro de Samuel é a continuação de 1Samuel. Neste Livro se conta a história de Davi, que foi rei primeiro de Judá, no Sul (caps 1-4). Depois ele foi rei de toda a nação, incluindo Israel, no Norte (caps. 5-24). 2Samuel narra as lutas de Davi contra os inimigos de dentro e de fora, para se firmar no poder e para estender o seu reino. Davi era homem de profunda fé e devoção a Deus e como líder foi capaz de conquistar a lealdade do seu povo. Mas ele também cometeu pecados de crueldade e violência, que a Bíblia não esconde. Porém, quando Natã, o profeta, apontou a Davi os seus pecados, ele os confessou e aceitou o castigo de Deus.

A vida e as realizações de Davi impressionaram profundamente o povo de Israel. Tanto assim que, mais tarde, nos tempos de angústia, quando precisavam de outro rei, eles pediam "um filho de Davi". Desejavam um rei descendente de Davi, que fosse igual a ele.

Conteúdo

Davi governa Judá 2Sm 1.1-4.12

Davi governa Judá e Israel 2Sm 5.1-24.25

Os primeiros anos 2Sm 5.1-10.19

Davi e Bate-Seba 2Sm 11.1-12.25

Problemas e dificuldades 2Sm 12.26-20.26

Os últimos anos 2Sm 21.1-24.25


I REIS início

A história dos reis israelitas começa nos Livros de Samuel e continua no Primeiro Livro dos Reis. Este Livro pode ser dividido em três partes:

1) O começo do reinado de Salomão em Israel e em Judá e a morte do seu pai Davi.

2) O reinado e as realizações de Salomão, especialmente a construção do Templo em Jerusalém.

3) A divisão da nação em dois reinos, o do Norte e o do Sul, e a história dos reis que os governaram até a metade do século nove antes de Cristo.

Nos dois Livros dos Reis cada rei é julgado de acordo com a sua fidelidade a Deus: o progresso da nação depende da fidelidade do seu rei, ao passo que a idolatria e a desobediência levam à desgraça. Os reis do Reino do Norte falharam todos nessa prova, enquanto que em Judá alguns reis falharam, e outros não.

No Primeiro Livro dos Reis aparecem os profetas de Deus, homens corajosos que falavam em nome dele e que diziam ao povo que não adorasse ídolos nem desobedecesse a Deus. Especialmente notáveis são Elias e a história da sua discussão com os profetas de Baal (1Rs 18).

Conteúdo

O fim do reinado de Davi 1Rs 1.1-2.12

Salomão torna-se rei 1Rs 2.13-46

O reinado de Salomão 1Rs 3.1-11.43

Os primeiros anos 1Rs 3.1-4.34

A construção do Templo 1Rs 5.1-8.66

Os últimos anos 1Rs 9.1-11.43

Os dois reinos 1Rs 12.1-22.53

A revolta das tribos do Norte 1Rs 12.1-14.20

Os reis de Judá e de Israel 1Rs 14.21-16.34

O profeta Elias 1Rs 17.1-19.21

O rei Acabe 1Rs 20.1-22.40

Josafá e Acazias 1Rs 22.41-53


II REIS início

O Segundo Livro dos Reis é a continuação da história dos dois reinos israelitas. Este Livro começa onde a história parou em 1Reis. O Livro de 2Reis pode ser dividido em duas partes:

1) A história dos dois reinos, desde o ano 850 a.C até a queda de Samaria e o fim do Reino do Norte (Israel), em 721 a.C.

2) A história do Reino do Sul (Judá), desde a queda do Reino de Israel até a conquista e destruição de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.C. O Livro termina com a história de Gedalias como governador de Judá e conta como o rei Joaquim foi libertado da prisão na Babilônia.

A queda dos reinos de Israel e de Judá acontece porque os reis e o povo foram infiéis ao Deus Eterno. A destruição de Jerusalém e a ida de grande parte do povo de Judá para o cativeiro marcam um momento decisivo na história israelita.

Conteúdo

O Reino dividido 2Rs 1.1-17.41

O profeta Eliseu 2Rs 1.1-8.15

Os reis de Judá e de Israel 2Rs 8.16-17.4

A queda de Samaria 2Rs 17.5-41

O Reino de Judá 2Rs 18.1-24.20

De Ezequias a Josias 2Rs 18.1-21.26

O reinado de Josias 2Rs 22.1-23.30

Os últimos reis de Judá 2Rs 23.31-24.20

A queda de Jerusalém 2Rs 25.1-30


I CRÔNICAS início

Os Livros das Crônicas contam novamente os acontecimentos já registrados nos Livros de Samuel e de Reis, mas de um ponto de vista diferente. A história dos reis israelitas, como aparece nos Livros das Crônicas, tem dois propósitos principais:

1). Mostrar que, embora tivessem caído desgraças sobre os reinos de Israel e de Judá, Deus mantinha as promessas que havia feito à nação e continuava a realizar o seu plano para o seu povo através das pessoas que moravam em Judá. Como base para esta afirmação, o escritor conta as conquistas de Davi e Salomão, as reformas de Josafá, Ezequias e Josias e fala do povo que continuou fiel a Deus.

2). Descrever o início da adoração a Deus no Templo de Jerusalém e especialmente a organização do trabalho dos sacerdotes e dos levitas, que eram os encarregados do culto. Davi é apresentado como aquele que planejou o Templo e o culto embora tivesse sido Salomão quem veio a construir o Templo.

Conteúdo

Genealogias e listas 1Cr 1.1-9.44

A morte de Saul 1Cr 10.1-14

O reinado de Davi 1Cr 11.1-29.30

Problemas e conquistas 1Cr 11.1-22.1

Preparativos para a construção do Templo 1Cr 22.2-29.30


II CRÔNICAS início

O Segundo Livro das Crônicas, que é a continuação do Primeiro Livro das Crônicas, começa com a narração dos acontecimentos do reinado de Salomão em Israel e Judá. Depois da morte do rei Salomão, a nação se dividiu em dois reinos, o do Norte e o do Sul (2Cr 10). Daí em diante, conta-se a história de Judá, o reino do Sul, até a queda de Jerusalém no ano 586 a.C, quando os judeus foram levados como prisioneiros para a Babilônia. O Livro termina falando do decreto de Ciro, rei da Pérsia, que deixou que os judeus voltassem para Jerusalém e reconstruíssem o Templo.

Conteúdo

O reinado de Salomão 2Cr 1.1-9.31

Os primeiros anos 2Cr 1.1-17

A construção do Templo 2Cr 2.1-7.10

Os últimos anos 2Cr 7.11-9.31

A revolta das tribos do Norte 2Cr 10.1-19

Os reis de Judá 2Cr 1-36.12

A tomada de Jerusalém 2Cr 36.13-23


ESDRAS início

O Livro de Esdras é continuação do Segundo Livro das Crônicas. Ele descreve a volta de alguns dos israelitas que estavam prisioneiros na Babilônia, a vida deles em Jerusalém e a adoração no Templo. Esses acontecimentos são apresentados na seguinte ordem:

1. O primeiro grupo de israelitas volta da Babilônia, por ordem de Ciro, rei da Pérsia.

2. O Templo é reconstruído e inaugurado, e o Deus Eterno é adorado de novo em Jerusalém.

3. Anos depois, outro grupo volta para Jerusalém, dirigido por Esdras, um estudioso da Lei de Deus. Esdras ajuda o povo a reorganizar a sua vida religiosa e social a fim de que as tradições espirituais de Israel sejam conservadas.

Conteúdo

O primeiro grupo volta da Babilônia Ed 1.1-2.70

O Templo é reconstruído e inaugurado Ed 3.1-6.22

Esdras volta com outro grupo Ed 7.1-10.44


NEEMIAS início

O Livro de Neemias pode ser dividido em três partes:

1. A história da reconstrução das muralhas de Jerusalém, dirigida por Neemias, que foi mandado pelo rei da Pérsia para governar Judá. Neemias realizou também várias reformas sociais e religiosas.

2. A leitura, por Esdras, da Lei de Deus e a confissão de pecados pelo povo.

3. Outras atividades de Neemias como governador de Judá. Neemias sempre dependeu de Deus e foi um homem de oração.

Conteúdo

Neemias volta para Jerusalém Ne 1.1-2.20

A reconstrução das muralhas de Jerusalém Ne 3.1-7.73

A leitura da Lei e a renovação do acordo Ne 8.1-10.39

Outras atividades de Neemias Ne 11.1-13.31


ESTER início

Este Livro conta a história de Ester, a moça judia que se torna rainha por causa do seu casamento com Xerxes, rei da Pérsia. Hamã, o primeiro ministro do reino, planeja acabar com todos os judeus do reino, mas Ester e o seu primo Mordecai conseguem fazer fracassar o plano perverso de Hamã, e ele acaba morrendo na forca que havia mandado construir para enforcar Mordecai. Para festejarem a sua vitória contra os seus inimigos, os judeus começaram a comemorar a Festa de Purim, o que fazem até hoje.

Conteúdo

Ester se torna rainha Et 1.1-2.23

Hamã planeja a morte dos judeus Et 3.1-5.14

Hamã é denunciado e morto Et 6.1-7.10

Os judeus acabam com os seus inimigos Et 8.1-9.19

A Festa de Purim Et 9.20-10.3


início

O Livro de Jó trata do sofrimento humano. Jó era um homem bom, rico e feliz, mas Deus permitiu que da noite para o dia perdesse os filhos e tudo o que tinha e que fosse atacado por uma doença dolorosa e nojenta. Depois Jó e os seus amigos conversam, em diálogos poéticos, procurando achar explicação para tanta desgraça. No fim Deus aparece e dá a resposta.

Pensava-se, naquele tempo, que o sofrimento é sempre resultado do pecado. Para os amigos de Jó, Deus sempre recompensa os bons e castiga os maus. Portanto, se Jó está sofrendo, é porque pecou, mesmo que tenha sido em segredo. Mas Jó reage contra esta explicação. Ele não entende como Deus deixou que tamanha desgraça caísse sobre ele, visto que sempre foi um homem bom e honesto. Neste estado de angústia e de dúvida, Jó chega a desafiar a Deus. Ele exige uma explicação para que finalmente possa ser aceito por Deus e considerado pelos outros como um homem bom e correto.

E Deus tem a última palavra. Ele não responde às perguntas de Jó, mas fala do seu próprio poder e sabedoria. Humildemente Jó reconhece que ele não é nada diante de um Deus tão poderoso e sábio e se arrepende de haver usado palavras duras e violentas.

No final fica provado que Jó tinha razão e que os seus amigos estavam errados. Ele tinha toda a razão de rejeitar o modo de pensar dos seus amigos. E para Jó tudo vai melhor ainda do que no começo da história. Deus repreende os amigos de Jó por não haverem entendido a razão do seu sofrimento e por haverem defendido idéias erradas a respeito de Deus. Jó, ao contrário, mesmo com a sua impaciência, as suas reclamações e os seus protestos, conservou a fé num Deus que é justo. Ele reconheceu que os seres humanos não podem compreender tudo, nem explicar bem a razão por que às vezes também os inocentes sofrem.

Conteúdo

Jó posto à prova Jó 1.1-2.13

Jó e os seus amigos Jó 3.1-37.24

A queixa de Jó Jó 3.1-26

O primeiro diálogo Jó 4.1-14.22

O segundo diálogo Jó 15.1-21.34

O terceiro diálogo Jó 22.1-27.23

Elogio da sabedoria Jó 28.1-28

A defesa final de Jó Jó 29.1-31.40

As falas de Eliú Jó 32.1-37.24

A primeira resposta de Deus Jó 38.1-40.2

A primeira resposta de Jó Jó 40.3-5

A segunda resposta de Deus Jó 40.6-41.34

A última resposta de Jó Jó 42.1-6

A cena final Jó 42.7-17


SALMOS início

Salmos é o Livro de hinos e de orações da Bíblia. Os salmos foram escritos por diferentes autores, durante um período de mais ou menos setecentos anos (1000 a 333 a.C.), e foram usados pelo povo de Israel nas suas reuniões de adoração a Deus.

Há vários tipos de salmos: hinos de louvor a Deus; orações pedindo ajuda, proteção e salvação; pedidos de perdão; canções de agradecimento pelas bênçãos de Deus; orações em favor do rei; canções para ensinar as pessoas a praticarem o bem; súplicas para que Deus castigue os inimigos; e outros. As orações são pessoais e nacionais: algumas mostram os sentimentos íntimos de uma pessoa, enquanto outras representam as necessidades e os sentimentos de todo o povo de Deus.

A forma geralmente usada na poesia dos salmos se chama paralelismo, que é a repetição de uma idéia, com outras palavras, na linha ou nas linhas seguintes. O paralelismo, nas suas várias formas, e a riqueza de comparações dão graça e beleza à poesia hebraica.

Jesus cantou salmos e os citou várias vezes. Eles foram citados mais de cem vezes pelos escritores dos Livros do Novo Testamento. Através dos séculos, os salmos têm sido uma fonte de inspiração e devoção para os cristãos e para a Igreja, tanto nos seus cultos de adoração a Deus como no seu trabalho de evangelização.

Conteúdo

Os salmos estão agrupados em cinco Livros, assim:

Primeiro Livro Salmos 1-41

Segundo Livro Salmos 42-72

Terceiro Livro Salmos 73-89

Quarto Livro Salmos 90-106

Quinto Livro Salmos 107-150


PROVÉRBIOS início

Provérbios é um Livro de sabedoria prática. Ensina que a religião está ligada aos problemas comuns da vida. Começa lembrando que, "para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus". Trata também de assuntos de moral, de bom senso e de boas maneiras. Os provérbios revelam a sabedoria dos antigos mestres israelitas sobre o que a pessoa sábia deve fazer em certas situações. Alguns provérbios são a respeito das relações de família; outros, sobre o comportamento nos negócios. Alguns tratam de boa educação nas relações sociais; e outros, da necessidade de a pessoa saber se controlar. Entre outras coisas, eles ensinam a humildade, a paciência, o respeito pelos pobres e a lealdade para com os amigos.

Conteúdo

Elogio da sabedoria Pv 1.1-4.27

Conselhos contra o adultério e outros pecados Pv 5.1-7.27

A Sabedoria e a falta de juízo Pv 8.1-9.18

Primeira coleção de provérbios Pv 10.1-22.16

Trinta provérbios dos sábios Pv 22.17-24.34

Segunda coleção de provérbios Pv 25.1-29.27

Provérbios variados Pv 30.1-31.9

A esposa ideal Pv 31.10-31


ECLESIASTES início

No Livro de Eclesiastes estão registrados os pensamentos do "Sábio", um homem que meditou profundamente sobre a vida humana, com as suas injustiças e decepções, e concluiu que "tudo é ilusão". O Eclesiastes é o Livro do homem sem Deus. Deus não acusa esse homem, mas deixa que ele fale dos seus sucessos e insucessos, do seu pessimismo e otimismo, da sua esperança e desespero.

Mas esse homem se volta para Deus e descobre verdades consoladoras. O "Sábio" aconselha os jovens a se lembrarem do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que o corpo volte para o pó da terra, e o espírito volte para Deus, que o deu (Et 12.7). E no final do Livro o "Sábio" afirma: "De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos e até daquilo que fizermos em segredo, seja o bem ou o mal" (Et 12.13-14).


CÂNTICO DOS CÂNTICOS início

Cântico dos Cânticos é uma coleção de poemas de amor, a maior parte em forma de canções próprias para festas de casamento (Jr 33.11). Em algumas traduções, o Livro é chamado de "O Cântico de Salomão".

Essas canções de amor têm sido muitas vezes interpretadas pelos judeus como um retrato de Deus como esposo do seu povo (Os 2.16-20). Alguns cristãos entendem que se trata de uma figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja (Ap 21.2, 9). Na opinião de outros, este Livro ensina a dignidade e a beleza do amor humano. Cântico dos Cânticos foi incluído entre os Livros sagrados da Bíblia porque trata da pureza e da santidade do casamento, que foi instituído por Deus. O povo tende a considerar a infidelidade como coisa sem importância, mas o verdadeiro amor permanece fiel, apesar de todas as dificuldades e tentações.

Conteúdo

Primeira canção Ct 1.1-2.7

Segunda canção Ct 2.8-3.5

Terceira canção Ct 3.6-5.1

Quarta canção Ct 5.2-6.3

Quinta canção Ct 6.4-8.4

Sexta canção Ct 8.5-14


ISAÍAS início

Isaías, um dos maiores profetas do Antigo Testamento, anunciou as suas mensagens ao povo do Reino de Judá e aos moradores da cidade de Jerusalém entre 742 e 687 antes de Cristo. Os temas principais das mensagens do profeta são o poder do Deus de Israel sobre todas as coisas e a sua santidade perfeita. O Livro de Isaías pode ser dividido em três partes:

1. Os capítulos 1-39 falam do tempo em que Judá, o Reino do Sul, está sendo ameaçado pela Assíria. O profeta insiste em que os maiores perigos que a nação corre e que podem levá-la ao desastre são o pecado, a desobediência e a falta de fé em Deus. Com palavras e por meio de atos simbólicos, o profeta faz um apelo ao povo e às autoridades do país para que vivam uma vida de honestidade e de justiça. Isaías anuncia a futura vinda de um descendente de Davi, que será o rei ideal, e fala de uma época de paz e de prosperidade para o mundo inteiro.

2. Os capítulos 40-55 falam de um povo que tem sofrido a desgraça e que está fora do seu país, humilhado, explorado e sem esperança. É nessas condições que o profeta anuncia a libertação dos israelitas, garantindo que Deus os trará de volta do cativeiro para que possam começar um vida nova na terra de Israel. Assim Deus se mostra o Deus da história, aquele que tem um plano para o seu povo, o qual terá a missão de ser uma bênção para todas as nações da terra. As passagens a respeito do "Servo do Deus Eterno" estão entre as mais conhecidas do Antigo Testamento.

3. Os capítulos 56-66 trazem, na sua maior parte, conselhos para aqueles que já haviam voltado do cativeiro para Jerusalém. Deus aconselha que eles vivam uma vida de honestidade e de justiça e insiste em que respeitem o sábado, que se dediquem à oração e que lhe apresentem os sacrifícios que ele exige. Os versículos primeiro e segundo do capítulo sessenta e um foram usados por Jesus, no princípio do seu ministério, para anunciar a sua missão no mundo (Lc 4.16-21).

Conteúdo

Avisos e promessas Is 1.1-12.6

O castigo das nações Is 13.1-23.18

Deus julga o mundo Is 24.1-27.13

Mais avisos e promessas Is 28.1-35.10

O rei Ezequias, de Judá, e os assírios Is 36.1-39.8

Mensagens de promessas e de esperança Is 40.1-55.13

Avisos e promessas Is 56.1-66.24


JEREMIAS início

O profeta Jeremias, que era de uma família de sacerdotes, começou a anunciar mensagens de Deus no ano 627 a.C e morreu por volta de 580, provavelmente no Egito. Ele anunciou que Deus ia fazer cair uma terrível desgraça sobre os israelitas como castigo pelos seus pecados. Jeremias ainda vivia quando as suas profecias se cumpriram. Ele estava presente quando o rei Nabucodonosor destruiu a cidade de Jerusalém, incendiou o Templo e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei de Judá e grande parte do povo. Mas Jeremias disse que um dia os israelitas iam voltar e que seriam de novo uma nação.

Jeremias amava profundamente o seu povo. Não era por prazer mas por obrigação que ele anunciava que Deus ia castigar os israelitas. Mas a palavra de Deus era como um fogo no seu coração, e ele não podia ficar calado (Jr 20.9). Por outro lado, as autoridades e o povo não recebiam bem as mensagens de Jeremias. Ele foi rejeitado, perseguido e preso.

O Livro de Jeremias fala de um tempo, no futuro, em que Deus faria uma nova aliança com o seu povo. Essa aliança seria cumprida de livre e espontânea vontade, pois a lei de Deus estaria gravada no coração das pessoas (Jr 31.31-34).

Conteúdo

A chamada de Jeremias Jr 1.1-19

Mensagens dos tempos de vários reis Jr 2.1-25.38

Episódios da vida de Jeremias Jr 26.1-45.30

Mensagens contra as nações Jr 46.1-51.64

A tomada de Jerusalém Jr 52.1-34


LAMENTAÇÕES início

Lamentações é uma coleção de cinco poemas nos quais se chora a destruição da cidade de Jerusalém no ano 586 a.C. O país havia sido arrasado, e o povo havia sido levado prisioneiro. Embora neste Livro se fale muito de coisas tristes, não deixa de haver nele uma nota de confiança em Deus e de esperança no futuro. Esses poemas são recitados pelos judeus, com jejum e orações, para lembrarem todos os anos a destruição de Jerusalém.

Conteúdo

As tristezas de Jerusalém Lm 1.1-22

Deus castiga Jerusalém Lm 2.1-22

Castigo, arrependimento e esperança Lm 3.1-66

Jerusalém arrasada Lm 4.1-22

Oração pedindo misericórdia Lm 5.1-22


EZEQUIEL início

No tempo do profeta Ezequiel, no ano 586 a.C, a cidade de Jerusalém foi tomada pelos babilônios. O profeta viveu na Babilônia, para onde os israelitas tinham sido levados como prisioneiros. Ezequiel pregou mensagens de Deus dirigidas ao povo que estava ali na Babilônia e também aos moradores de Jerusalém.

Deus falou a Ezequiel por meio de visões. O profeta falou ao povo a respeito dessas visões e também anunciou mensagens de Deus por meio de ações simbólicas. Ele ensinou que cada um é responsável pelos seus próprios pecados e que todos devem se renovar no seu íntimo, no coração. Ele também esperava que a própria nação de Israel começasse a viver uma vida nova na presença de Deus. Sendo ao mesmo tempo sacerdote e profeta, Ezequiel mostrou interesse pelo Templo de Jerusalém e também ensinou que Deus exige que os seus adoradores vivam uma vida de santidade.

Conteúdo

Chamada de Ezequiel Ez 1.1-3.27

Castigo de Jerusalém Ez 4.1-24.27

Condenação das nações Ez 25.1-32.32

Promessas de Deus ao seu povo Ez 33.1-37.28

Condenação de Gogue Ez 38.1-39.29

O futuro Templo e a futura terra de Israel Ez 40.1-48.35


DANIEL início

O Livro de Daniel foi escrito em tempos de perseguição e sofrimento para o povo judaico. Por meio de histórias e de visões, o autor procura explicar ao povo por que eles estão sendo perseguidos e também os anima a continuarem fiéis a Deus. Chegará o tempo em que Deus acabará com o domínio dos pagãos, e mais uma vez Israel será uma nação livre e independente.

O Livro se divide em duas partes:

1. Histórias a respeito de Daniel e de alguns dos seus patrícios, que estão vivendo na Babilônia, para onde foram levados como prisioneiros. Eles continuam firmes na sua fé em Deus e obedecem às suas leis, e por isso ele os salva do sofrimento e da morte.

2. As visões de Daniel, que tratam de vários impérios que aparecem e depois desaparecem. Essas visões deixam bem claro que os perseguidores serão derrotados e que a vitória final será do povo judaico.

Conteúdo

Histórias de Daniel e dos seus companheiros Dn 1.1-6.28

As visões de Daniel Dn 7.1-11.45

Os quatro monstros Dn 7.1-28

O carneiro e o bode Dn 8.1-9.27

O mensageiro do céu Dn 10.1-11.45

O tempo do fim Dn 12.1-13


OSÉIAS início

O profeta Oséias anunciou a mensagem de Deus ao povo de Israel, o Reino do Norte, depois do tempo do profeta Amós e antes da conquista da cidade de Samaria pelos assírios em 721 a.C. Oséias avisa aos israelitas que Deus vai castigá-los por estarem adorando ídolos. Mas Deus não os abandonará e estará sempre pronto para salvá-los.

A experiência dolorosa do profeta com a sua esposa levou- o a descrever o relacionamento entre Deus e o povo de Israel como a de um marido fiel com a sua mulher infiel. Israel foi infiel a Deus quando começou a adorar ídolos, deuses falsos. Por isso Deus está irado e castigará o seu povo. Mas o amor de Deus não tem fim, e ele não rejeitará para sempre o seu povo. Deus diz: "Israel, como poderia eu abandoná-lo? Como poderia desampará-lo?...O meu coração está comovido, e tenho muita compaixão de você" (Os 11.8).

Conteúdo

Oséias, a sua esposa e os seus filhos Os 1.1-3.5

Mensagens contra Israel Os 4.1-13.16

Apelo ao arrependimento e promessa de salvação Os 14.1-9


JOEL início

O ponto de partida da mensagem do profeta Joel é a terrível praga de gafanhotos e a seca que arrasaram a terra de Judá. Para o profeta, essas desgraças são sinais do dia em que Deus julgará os povos de todas as nações e castigará os pecadores. O profeta apela aos israelitas para que se arrependam e voltem para Deus, que assim os abençoará e lhes dará de novo tudo o que os gafanhotos e a seca destruíram. Mais uma vez o povo será próspero e feliz, e em Jerusalém o Deus Eterno habitará com eles.

Não há no Livro de Joel nenhuma indicação do tempo em que o profeta anunciou a sua mensagem. Pensa-se que o Livro foi escrito entre 450 e 350 a.C, durante o tempo em que a Pérsia dominava Israel. A promessa de Deus de que enviaria o seu Espírito sobre todo o seu povo (Jl 2.28-32) é citada pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes (At 2.17-21). Naquele dia, o Espírito Santo desceu sobre os seguidores de Jesus reunidos em Jerusalém.

Conteúdo

A praga de gafanhotos e a seca Jl 1.1-2.17

Deus promete abençoar novamente a terra Jl 2.18-27

O Dia do Deus Eterno Jl 2.28-3.21


AMÓS início

Amós era pastor de ovelhas em Tecoa, pequena cidade de Judá, o Reino do Sul, mas foi chamado por Deus para anunciar a sua mensagem em Israel, o Reino do Norte. Isso foi lá pelo ano 750 a.C, durante o reinado próspero de Jeroboão II. A situação de Israel era muito boa, mas havia pecado também.

Em nome de Deus, Amós denuncia a injustiça, a corrupção e a opressão que reinavam no país. O povo não era sincero na prática da religião, e por toda parte havia injustiça e desonestidade. O profeta apela ao povo para que se arrependa e que todos voltem para Deus, fazendo o que é bom e odiando o que é mau. Por meio de visões, Deus revela a Amós que castigará o seu povo, mas não o destruirá. Em tempos futuros, Deus fará com que a nação volte a gozar da paz e da prosperidade que tinha quando Davi era rei do povo de Deus.

Conteúdo

O castigo das nações vizinhas Am 1.1-2.5

O castigo de Israel Am 2.6-6.14

As visões de Amós Am 7.1-9.15


OBADIAS início

Jerusalém foi conquistada pelos babilônios no ano 586 a.C. Os edomitas, povo que morava no país de Edom, ao sul de Judá, não somente se alegraram com a derrota dos israelitas, mas também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar e levar consigo os bens dos moradores de Jerusalém. O profeta Obadias denunciou o pecado dos edomitas e anunciou que seriam castigados e derrotados, junto com os outros povos que eram inimigos do povo de Deus. E Israel voltaria a ser próspero e poderoso novamente.

Conteúdo

O castigo de Edom Ob 1.1-14

O dia do Deus Eterno Ob 15-21


JONAS início

No Livro de Jonas, conta-se a história de um profeta desobediente e sem compaixão. Deus mandou que ele fosse pregar em Nínive, a capital do grande império da Assíria, nação inimiga mortal do povo de Israel. Mas Jonas não foi anunciar a mensagem de Deus naquela cidade. Ele sabia que os seus moradores poderiam se arrepender dos seus pecados, e assim Deus não cumpriria a promessa de destruir a cidade. Jonas desobedeceu, foi castigado e, finalmente, acabou obedecendo. E ficou profundamente desapontado quando viu que as suas ameaças de destruição não se cumpriram.

Este Livro mostra que Deus domina o mundo inteiro: o céu, o mar, a terra, os animais, os seres humanos. Ele é também Deus de amor e compaixão, sempre pronto a perdoar e a salvar tanto as pessoas que fazem parte do povo de Israel como as que são de outras nações.

Conteúdo

Jonas foge de Deus Jn 1.1-17

A oração de Jonas Jn 2.1-10

Jonas em Nínive Jn 3.1-10

A raiva de Jonas e a misericórdia de Deus Jn 4.1-11


MIQUÉIAS início

Miquéias, um dos grandes profetas do oitavo século antes de Cristo, viveu no tempo de Isaías. Natural de uma pequena cidade de Judá, o Reino do Sul, ele viu que Judá corria o perigo de sofrer o mesmo castigo que Israel, o Reino do Norte, havia sofrido. Miquéias fala contra os pecados do povo de Judá e de Israel. Mas ele também fala da bondade de Deus: o Deus que castiga o seu povo é o Deus que perdoa.

Algumas das passagens notáveis deste Livro são: o domínio universal da paz (Mq 4.1-4), o futuro rei que ia nascer em Belém e que traria paz ao povo de Deus (Mq 5.2-4) e a definição clara e resumida daquilo que Deus exige do seu povo: "O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus" (Mq 6.8).

Conteúdo

O julgamento de Israel e de Judá Mq -3.12

Salvação e paz Mq 4.1-5.15

Mensagens de condenação e de esperança Mq 6.1-7.20


NAUM início

O profeta Naum viveu na mesma época em que viveram os profetas Habacuque e Sofonias. O Livro de Naum é uma poesia sobre a queda de Nínive, a capital da Assíria. Durante cento e cinqüenta anos, a Assíria havia dominado os países do Oriente Médio, mas no ano 612 a.C os babilônios conquistaram Nínive. O profeta Naum vê a queda de Nínive como o castigo que Deus manda sobre um povo perseguidor e cruel. A linguagem do profeta é brilhante, e por meio de várias figuras ele descreve a queda da grande e poderosa capital da Assíria.

Conteúdo

O julgamento de Deus contra Nínive Na 1.1-15

A queda de Nínive Na 2.1-3.19


HABACUQUE início

O profeta Habacuque viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Sofonias. Foi nesse tempo, no ano 612 a.C, que os babilônios derrotaram os assírios e se tornaram o império mais poderoso do mundo. O profeta vê o perigo que o seu povo corre e não entende como é que Deus pode tolerar os babilônios, um povo mau e cruel. Deus responde que virá o tempo em que ele castigará os inimigos do povo de Israel e que o profeta espere com paciência, confiando na justiça divina. Os maus serão castigados, e aqueles que são fiéis a Deus viverão.

O Livro termina com uma oração, em forma de salmo, em que Habacuque louva a grandeza de Deus e ao mesmo tempo mostra a sua fé nele.

Conteúdo

As queixas de Habacuque e as respostas de Deus Hc 1.1-2.4

Os babilônios serão castigados Hc 2.5-20

Oração de louvor a Deus Hc 3.1-19


SOFONIAS inicio

Sofonias viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Habacuque. A sua mensagem parece ter sido anunciada antes da reforma religiosa feita por Josias, rei de Judá, no ano 621 a.C. O profeta fala do Dia do Deus Eterno, em que ele vai castigar o povo de Judá e os moradores de Jerusalém. Porém ele castigará também os outros povos, e as cidades dos filisteus serão destruídas. Mas a cidade de Jerusalém, depois de ser castigada, receberá de novo a graça e as bênçãos de Deus.

Conteúdo

O dia do juízo de Deus Sf 1.1-2.3

O castigo das nações vizinhas Sf 2.4-15

O castigo e a salvação de Jerusalém Sf 3.1-20


AGEU início

No ano 538 a.C, os israelitas começaram a voltar da Babilônia, onde tinham vivido como prisioneiros. Eles construíram as suas casas em Jerusalém, porém não deram atenção ao Templo, que estava destruído. No ano 520 a.C, o profeta Ageu anunciou algumas mensagens de Deus, ordenando ao povo que construísse de novo o Templo. Os israelitas deviam voltar para Deus, e assim Deus os abençoaria, e eles viveriam em paz e prosperidade. Ageu foi companheiro do profeta Zacarias.

Conteúdo

A ordem para construir de novo o Templo Ag 1.1-15

Mensagens de consolo e de condenação e promessas de bênçãos Ag 2.1-23


ZACARIAS início

O Livro de Zacarias se divide em duas partes:

1. Os capítulos 1-8 dão as mensagens de Zacarias, um profeta que estava entre os israelitas que voltaram para Jerusalém do cativeiro na Babilônia. Zacarias foi companheiro do profeta Ageu. As mensagens do profeta, anunciadas entre 520 e 518 a.C, são uma série de visões que tratam da reconstrução de Jerusalém e do Templo, do perdão dos pecados do povo e do futuro, quando o Messias viria.

2. Os capítulos 9-14 são uma coleção de mensagens a respeito do Messias e do juízo final. O versículo Zc 9.9 é citado em Mt 21.5 e Jo 12.15, passagens que falam da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Conteúdo

Mensagens de condenação e de esperança Zc 1.1-8.23

O castigo das nações vizinhas Zc 9.1-8

Prosperidade e paz no futuro Zc 9.9-14.21


MALAQUIAS início

Entre os anos 500 e 450 a.C, o profeta Malaquias anunciou as mensagens de Deus ao povo de Judá, depois de haver sido reconstruído o Templo de Jerusalém. O povo não estava obedecendo às leis de Deus, e era necessário que eles abandonassem os seus pecados e as suas maldades. Malaquias também falou contra os sacerdotes, pois eles não estavam cumprindo o seu dever de apresentar sacrifícios e ofertas que agradassem a Deus. Malaquias anunciou que o Deus Eterno viria purificar o seu povo, mas antes daquele dia enviaria o seu mensageiro para preparar o caminho. Aqueles que se arrependessem e voltassem para Deus seriam novamente o seu povo.

Conteúdo

Os pecados do povo e dos sacerdotes Ml 1.1-2.16

O Deus que castiga e que salva Ml 2.17-4.6


NOVO TESTAMENTO início

Mateus / Marcos / Lucas / João / Atos / Romanos / I Coríntios / II Coríntios / Gálatas / Efésios / Filipenses / Colossenses / I Tessalonicenses / II Tessalonicenses / I Timóteo / II Timóteo / Tito / Filemom / Hebreus / Tiago / I Pedro / II Pedro / I João / II João / III João / Judas / Apocalipse


MATEUS início

O Evangelho de Mateus apresenta Jesus como o Messias, o Salvador que Deus tinha prometido enviar ao mundo. O Evangelho começa com a lista dos antepassados de Jesus, ligando-o assim à história do povo de Deus. Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Em seguida o autor fala do nascimento de Jesus, citando, passo a passo, textos do Antigo Testamento a fim de provar que Jesus é, de fato, o Messias que Deus enviou (Mt 1.23; 2.5-6; 2.15; 2.17-18; 2.23).

Neste Evangelho os fatos da vida de Jesus aparecem na mesma ordem seguida no Evangelho de Marcos. Depois de ser batizado no rio Jordão por João Batista, Jesus é tentado no deserto e em seguida vai para a Galiléia, onde ensina multidões, cura doentes e expulsa demônios.

Mateus dá muita importância aos ensinamentos de Jesus e junta muitos deles em cinco grandes discursos: (1) o Sermão do Monte, em que Jesus fala a respeito do caráter, dos deveres, dos privilégios e do destino daqueles que pertencem ao Reino do Céu (Mt 5-7); (2) instruções dadas aos doze apóstolos para a sua missão de anunciar a vinda do Reino do Céu e de curar os doentes (Mt 10); (3) os segredos do Reino do Céu, apresentados em forma de parábolas (Mt 13); (4) ensinamentos a respeito da Igreja, a nova comunidade composta dos seguidores de Jesus (Mt 18); (5) ensinamentos sobre o fim do mundo e a vinda do Reino do Céu (Mt 24-25).

Além desses cinco discursos, Mateus registra outras palavras de Jesus como, por exemplo, as condenações que ele faz contra os professores da Lei e os fariseus (Mt 23.1-36)

Conteúdo

O começo do Evangelho Mt 1.1-4.11

Os antepassados de Jesus Mt 1.1-17

O nascimento e a infância de Jesus Mt 1.18-2.23

O trabalho de João Batista Mt 3.1-12

O batismo e a tentação de Jesus Mt 3.13-4.11

Jesus na Galiléia Mt 4.12-18.35

O começo do trabalho Mt 4.12-25

O Sermão do Monte Mt 5.1-7.29

Curas e ensinamentos Mt 8.1-9.38

Instruções para os doze apóstolos Mt 10.1-42

Amigos e inimigos de Jesus Mt 11.1-12.50

Parábolas do Reino do Céu Mt 13.1-52

O fim do trabalho na Galiléia Mt 13.53-17.27

Instruções para o povo da nova aliança Mt 18.1-35

Da Galiléia até Jerusalém Mt 19.1-20.34

O Messias em Jerusalém Mt 21.1-27.66

Disputas e ensinamentos Mt 21.1-23.39

Ensinamento sobre os tempos finais Mt 24.1-25.46

A traição, o julgamento e a crucificação de Jesus Mt 26.1-27.66

A ressurreição e as aparições de Jesus Mt 28.1-20


MARCOS início

O Evangelho de Marcos, considerado o mais antigo de todos os Evangelhos, anuncia a boa notícia a respeito de Jesus Cristo, dando atenção especial à sua atividade constante e à sua autoridade. Jesus vai de um lugar para outro, anunciando a vinda do Reino de Deus, ensinando multidões, fazendo milagres e curando doentes. Para ajudá-lo, ele escolhe doze homens, em quem põe o nome de "apóstolos". Estes acompanham Jesus por toda parte, aprendem o mistério do Reino de Deus e depois saem para anunciarem a mensagem da salvação e curarem pessoas.

A autoridade de Jesus vem de Deus. Ele é o Filho do Homem, aquele que Deus escolheu e enviou para ser o Salvador de todos (Mc 10.45). Portanto, ele tem autoridade para expulsar demônios, curar doentes e perdoar pecados.

Este Evangelho começa com o batismo de Jesus no rio Jordão por João Batista (Mc 1.9-11) e termina com a ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8). O trecho Mc 16.9-20, que aparece entre colchetes, não faz parte do texto original grego.

Conteúdo

O começo do evangelho Mc 1.1-13

O trabalho de João Batista Mc 1.1-8

O batismo e a tentação de Jesus Mc 1.9-13

Jesus na Galiléia Mc 1.4-9.50

O começo do trabalho Mc 1.4-20

Curas e ensinamentos Mc 1.21-3.35

Parábolas do Reino de Deus Mc 4.1-34

Milagres, curas, ensinamentos e disputas Mc 4.35-9.50

Milagres e curas Mc 4.35-7.23

Atividades fora da Galiléia Mc 7.24-8.10

Fim do trabalho na Galiléia Mc 8.11-9.50

Da Galiléia até Jerusalém Mc 10.1-52

O Messias em Jerusalém Mc 11.1-15.47

Disputas e ensinamentos Mc 11.1-12.44

Ensinamentos sobre os tempos finais Mc 13.1-37

A traição, o julgamento e a crucificação de Jesus Mc 14.1-15.47

A ressurreição de Jesus Mc 16.1-8

O fim do Evangelho: as aparições e a ascensão do Senhor Jesus Mc 16.9-20


LUCAS início

O Evangelho de Lucas apresenta Jesus não somente como o Messias prometido por Deus ao povo de Israel, mas também como o Salvador de toda a humanidade. Por isso a lista dos antepassados de Jesus vai até Adão, "filho de Deus" (Lc 3.23-38). Logo no começo, o autor diz por que motivo escreveu "a história das coisas que aconteceram entre nós" (Lc 1.4). Por essa razão ele dá importância ao nascimento e infância não só de Jesus como também de João Batista, aquele que veio antes de Jesus para anunciar a sua vinda.

Seguindo a mesma ordem em que os fatos aparecem no Evangelho de Marcos, o autor conta o trabalho de João Batista, e o batismo, e a tentação de Jesus. Em seguida, vem o trabalho de Jesus na Galiléia, onde ele ensina multidões, faz milagres, cura doentes e expulsa demônios. Este Evangelho salienta o amor de Jesus pelos pobres e oprimidos, a gente humilde e desprezada. Na sinagoga de Nazaré, no começo do seu trabalho na Galiléia, Jesus lê o texto de Is 61.1,2, que fala do Servo que Deus enviou para socorrer os pobres, os presos, os cegos e os maltratados. Por isso neste Evangelho aparecem os samaritanos, que eram desprezados pelos judeus; aparecem também cobradores de impostos, mulheres, crianças, viúvas, prostitutas. Aqui se encontram também algumas parábolas contadas por Jesus que não aparecem nos outros Evangelhos, como, por exemplo, a do filho perdido, a do bom samaritano, a do rico tolo, a do rico e Lázaro. E há belas canções e orações de louvor, como as de Maria (Lc 1.46-55), de Zacarias (Lc 1.67-79) e de Simeão (Lc 2.28-32), que enfeitam este Evangelho e lhe dão uma beleza fora do comum.

O Evangelho de Lucas começa no Templo de Jerusalém, onde o anjo de Deus anuncia ao sacerdote Zacarias que ele e Isabel, a sua esposa, vão ter um filho (Lc 1.5-22), e termina também no Templo, onde os seguidores de Jesus passam o tempo todo louvando a Deus (Lc 24.53).

Conteúdo

Apresentação Lc 1.4

Nascimento e infância de João Batista e de Jesus Lc 1.5-2.52

Preparativos para o trabalho de Jesus Lc 3.1-4.13

O trabalho de João Batista Lc 3.1-20

O batismo de Jesus Lc 3.21-22

Os antepassados de Jesus Lc 3.23-38

A tentação de Jesus Lc 4.1-13

Jesus na Galiléia Lc 4.14-9.50

Em Nazaré Lc 4.14-30

Curas e ensinamentos Lc 4.31-8.56

O fim do trabalho na Galiléia Lc 9.1-50

Da Galiléia até Jerusalém Lc 9.51-19.27

O Messias em Jerusalém Lc 19.28-23.56

Jesus entra em Jerusalém Lc 19.28-48

Jesus ensina no Templo Lc 20.1-21.4

Ensinamento sobre a destruição de Jerusalém e a vinda do Filho do Homem Lc 21.5-38

A Páscoa e a Ceia do Senhor Lc 22.1-38

A paixão, a morte e o sepultamento de Jesus Lc 22.39-23.56

A ressurreição, as aparições e a ascensão do Senhor Jesus Lc 24.1-53


JOÃO início

O Evangelho de João é diferente dos outros. Neste Evangelho Jesus é apresentado como a Palavra de Deus que existiu desde a eternidade com Deus e que se fez um ser humano, mostrando assim o amor e a verdade de Deus. O autor diz que o propósito deste Evangelho é fazer com que os leitores creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e com que, por meio desta fé, tenham vida (Jo 20.31).

Na primeira parte do Livro o autor trata principalmente dos milagres que Jesus fez (Jo 1-11). Esses milagres são sinais, isto é, eles mostram quem é Jesus e qual a razão por que ele veio ao mundo. O maior desses milagres é a ressurreição de Lázaro, pela qual Jesus mostra que ele é a ressurreição e a vida (Jo 11). Outros milagres demonstram que Jesus é o pão da vida (Jo 6.22-71), é a luz do mundo (Jo 8.12-20) e é aquele que dá vida às pessoas (Jo 11.25,26). Os milagres provam também que ele recebeu autoridade de Deus para julgar todos os seres humanos (Jo 5.19-30).

A segunda parte deste Evangelho (Jo 12-21) fala da ligação que existe entre Jesus e os seus seguidores. Fala também dos ensinamentos que ele lhes deu e da promessa de que, depois que ele fosse embora, viria o Espírito Santo para ensinar-lhes toda a verdade a respeito de Jesus. E o Evangelho termina contando o julgamento, a morte, a ressurreição e as aparições de Jesus.

Conteúdo

Introdução Jo 1.1-18

O começo do trabalho de Jesus Jo 1.19-51

O trabalho de João Batista Jo 1.9-34

Os primeiros discípulos de Jesus Jo 1.35-51

O trabalho de Jesus na Galiléia e na Judéia Jo 2.1-12.50

A última semana de Jesus, em Jerusalém Jo 13.1-19.42

Jesus e os seus discípulos Jo 13.1-17.26

O julgamento, a crucificação e o sepultamento de Jesus Jo 18.1-19.42

A ressurreição e as aparições do Senhor Jesus Jo 20.1-31

Apêndice: outra aparição do Senhor Jesus, na Galiléia Jo 21.1-25


ATOS início

Atos dos Apóstolos é o Livro que continua a história de Jesus e do evangelho, história esta que começa no Evangelho de Lucas. O autor conta como a mensagem de Cristo foi anunciada "em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra" (At 1.8). Começando na terra dos judeus, o evangelho chega até Roma, a capital do Império Romano, tornando-se uma religião para o mundo inteiro, pois Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de todos.

Neste Livro destacam-se duas pessoas: os apóstolos Pedro e Paulo. Pedro dirige o trabalho cristão em Jerusalém e na Samaria (At 2-8.25) e também em Lida, Jope e Cesaréia (At 9.32-18). Do capítulo 13 em diante o Livro fala especialmente de Paulo e das suas muitas viagens pelo Império Romano. Outros líderes são Estêvão, o primeiro mártir cristão; Filipe, que anunciou o evangelho ao oficial etíope; Barnabé, Timóteo e Silas, companheiros de Paulo; e Lídia, da cidade de Filipos.

Mas o papel principal é do Espírito Santo, pois é ele quem guia e fortalece os seguidores de Jesus nos trabalhos das igrejas e no serviço de anunciar o evangelho pelo mundo inteiro.

Conteúdo

O começo da Igreja cristã At 1.1-2.42

A última aparição de Jesus e a sua ascensão At 1.1-11

A escolha do substituto de Judas At 1.12-26

A vinda do Espírito Santo At 2.1-42

O evangelho anunciado em Jerusalém At 2.43-8.3

O evangelho anunciado na terra de Israel e na Síria At 8.4-12.25

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo At 13.1-21.26

A primeira viagem missionária At 13.1-14.28

A reunião em Jerusalém At 15.1-35

A segunda viagem missionária At 15.36-18.22

A terceira viagem missionária At 18.23-21.26

Em Jerusalém At 21.17-26

Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo At 21.27-28.31

Em Jerusalém At 21.27-23.22

Em Cesaréia At 23.23-26.32

A viagem para Roma At 27.1-28.15

Em Roma At 28.16-31


ROMANOS início

O apóstolo Paulo procurou anunciar a boa notícia de salvação por todo o Império Romano. Por isso ele fez planos para visitar Roma, a capital do Império, onde já havia uma igreja cristã. Dali ele pretendia seguir até a Espanha e esperava que os cristãos de Roma o ajudassem naquela viagem (Rm 15.22-24). Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo. Na Carta aos Romanos aparece uma apresentação completa e ordenada da mensagem de Paulo. Depois de saudar os leitores e falar do seu grande desejo de conhecê-los pessoalmente, Paulo anuncia a doutrina básica: o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todos os que o aceitam, pois "o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim" (Rm 1.6-17).

Na primeira parte da sua carta (Rm 1.8-11.36), Paulo mostra que todos, judeus e não-judeus, precisam da salvação, pois todos pecaram e estão afastados de Deus. Depois Paulo mostra como Deus, por causa do seu grande amor, salva as pessoas que crêem em Jesus Cristo, as quais, libertadas do poder do pecado, agora têm uma vida nova, uma vida de paz com Deus e com as pessoas. Numa das mais bonitas passagens escritas por Paulo (Rm 8), ele descreve como vive a pessoa que é governada pelo Espírito Santo e como é forte o amor de Deus, amor que recebemos por estarmos unidos com Jesus Cristo, o nosso Senhor. Depois Paulo procura explicar a parte que cabe aos judeus e aos não-judeus no plano divino de salvação da humanidade.

Na segunda parte da carta (Rm 12.1-15.13), Paulo mostra como os cristãos devem tratar uns aos outros e quais são os seus deveres para com as autoridades. A carta termina com uma série de saudações pessoais e uma oração de louvor a Deus.

Conteúdo

Introdução Rm 1.1-17

Todos precisam de salvação Rm 1.8-3.20

Os não-judeus Rm 1.8-32

Os judeus Rm 2.1-3.8

Todos têm culpa Rm 3.9-20

Como Deus salva as pessoas Rm 3.21-4.25

Por meio da fé Rm 3.21-31

O exemplo de Abraão Rm 4.1-25

A nova vida em união com Cristo Rm 5.1-8.39

Aceitos por Deus Rm 5.1-21

Livres do poder do pecado Rm 6.1-23

Livres do domínio da lei Rm 7.1-25

Livres pelo poder do Espírito Santo Rm 8.1-30

Vitória por meio de Jesus Cristo Rm 8.31-39

O povo de Israel no plano de Deus Rm 9.1-11.36

A vida cristã Rm 12.1-15.13

Na igreja Rm 12.1-21

No mundo Rm 13.1-14

Os fortes e os fracos na fé Rm 14.1-15.13

Conclusão Rm 15.14-33

Palavras finais: saudações e oração de louvor Rm 16.1-27


I CORÍNTIOS início

Paulo escreveu esta carta aos cristãos da cidade de Corinto a fim de tratar de vários e sérios problemas que tinham aparecido na igreja. O próprio Paulo havia fundado a igreja de Corinto na sua segunda viagem missionária, quando passou dezoito meses naquela cidade (At 18.1-18). Havia problemas a respeito de doutrinas e da vida cristã. A igreja tinha se dividido em vários grupos, e Paulo procura levá-los a resolverem as suas diferenças e a voltarem a ser unidos, como uma igreja de Cristo deve ser.

Os cristãos de Corinto haviam escrito a Paulo, pedindo a sua opinião sobre vários assuntos, e do capítulo 7 em diante Paulo diz o que pensa a respeito desses assuntos. Uma das questões mais discutidas era a respeito dos dons do Espírito Santo, assunto tratado nos capítulos 12-14. É nesse contexto que aparece o "hino ao amor" (1Co 13), uma das passagens mais conhecidas do Livro. O capítulo 15 apresenta, com clareza, a doutrina da ressurreição.

Além de questões a respeito de doutrinas, Paulo se preocupa também com a oferta que ele está recolhendo para levar aos cristãos necessitados da Judéia. O apóstolo termina a carta com saudações pessoais.

Conteúdo

Introdução 1Co 1.1-9

Grupos na igreja 1Co 1.10-4.21

Imoralidade na igreja 1Co 5.1-13

Processos contra irmãos na fé 1Co 6.1-11

O uso do corpo 1Co 6.12-20

Conselhos sobre o casamento 1Co 7.1-40

Relacionamento entre cristãos e pagãos 1Co 8.1-11.1

Dois problemas na igreja 1Co 11.2-34

Os dons do Espírito Santo 1Co 12.1-14.40

A ressurreição de Cristo e dos que crêem nele 1Co 15.1-38

A oferta para os cristãos necessitados na Judéia 1Co 16.1-4

Saudações e palavras finais 1Co 16.5-24


II CORÍNTIOS início

O apóstolo Paulo escreveu pelo menos quatro cartas aos cristãos da cidade de Corinto. Duas delas fazem parte do Novo Testamento. Em 1Co 5.9-13 Paulo fala de uma carta que ele havia escrito antes de escrever 1Coríntios; e em 2Co 2.3, 7.8 ele faz referência a outra carta sua, que havia causado tristeza aos seus leitores.

A situação entre Paulo e os membros da igreja de Corinto piorou depois que eles receberam a carta de Paulo. Alguns dos membros mais exaltados andavam dizendo que Paulo não era realmente apóstolo e, portanto, não tinha autoridade para resolver os problemas da igreja. Paulo reage com firmeza e, nos capítulos 10 a 12, defende a sua autoridade como verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo. Paulo trata de outros assuntos da vida cristã, inclusive da nova relação que Deus, por meio de Jesus Cristo, cria com as pessoas. Ele diz: "Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele. E Deus nos deu a tarefa de fazer com que os outros também sejam amigos dele" (2Co 5.18). Mais uma vez Paulo insiste na necessidade de ajudar os cristãos necessitados da Judéia (2Co 8-9). Apesar das suas palavras duras, Paulo termina a carta com expressões de amor e carinho.

Conteúdo

Introdução 2Co 1.1-11

Paulo e a igreja de Corinto 2Co 1.12-7.16

Mudança nos planos de Paulo 2Co 1.12-2.4

Perdão e vitória 2Co 2.5-17

A chamada e o trabalho apostólico de Paulo 2Co 3.1-6.13

O perigo das influências pagãs 2Co 6.14-7.1

Tristezas e alegrias no trabalho cristão 2Co 7.2-16

A oferta para os cristãos necessitados da Judéia 2Co 8.1-9.15

Paulo defende a sua autoridade como apóstolo 2Co 10.1-13.10

Saudações e palavras finais 2Co 13.11-13


GÁLATAS início

Quando o evangelho se espalhou pelo Império Romano e muitos não-judeus começaram a aceitar Jesus como Salvador, logo surgiram discussões sobre a necessidade de os não-judeus seguirem as leis dos judeus, especialmente a lei que mandava que todo homem fosse circuncidado (At 15.1-33). Essa mesma discussão apareceu nas igrejas que o apóstolo Paulo havia fundado na província romana da Galácia, que ficava numa região que hoje faz parte da Turquia. Várias pessoas estavam dizendo àqueles cristãos que, para poderem ser aceitos por Deus, eles precisavam obedecer à Lei de Moisés.

A Carta aos Gálatas é a resposta que Paulo dá a essa falsa doutrina. Com argumentos fortes e palavras às vezes chocantes, Paulo denuncia esse outro evangelho que está sendo anunciado e procura trazer de volta para a fé verdadeira aqueles que estão se desviando do caminho certo. Ele fala da sua própria experiência cristã e defende a sua autoridade como apóstolo. Mostra também como, na reunião dos líderes cristãos em Jerusalém, ele tinha recebido a aprovação deles para continuar a anunciar a mensagem de que a salvação depende somente da fé e não daquilo que a Lei de Moisés manda fazer. Em defesa da sua posição, Paulo cita o Antigo Testamento e fala da experiência de Abraão, o pai do povo escolhido. Ele mostra que Abraão foi aceito por Deus não por causa das suas obras, mas porque teve fé em Deus. Na última parte da carta Paulo fala da liberdade que têm as pessoas que crêem em Cristo e como essa liberdade se torna realidade na vida cristã.

Todos os cristãos de todos os tempos devem se lembrar sempre desta declaração do apóstolo: "Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente" (Gl 5.1).

Conteúdo

Introdução Gl 1.1-5

O verdadeiro evangelho Gl 1.6-10

A missão e a mensagem de Paulo Gl 1.11-2.21

A defesa do verdadeiro evangelho Gl 3.1-4.31

O evangelho e a vida cristã Gl 5.1-6.10

Palavras finais e bênção Gl 6.11-18


EFÉSIOS início

Na sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou quase três anos na cidade de Éfeso (At 19.1-20.1). Essa cidade se tornou um importante centro do trabalho cristão na província romana da Ásia, que ficava numa região que hoje faz parte da Turquia. A Carta aos Efésios foi escrita quando Paulo estava preso (Ef 4.1). O assunto principal desta carta é o plano de Deus de "unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra" (Ef 1.10). A carta não trata de nenhum problema particular dos leitores, mas fala de um modo geral a respeito da Igreja e da vida cristã. E, ao contrário do que acontece nas outras cartas, no fim desta não aparece nenhuma saudação pessoal. Pois é bem possível que a carta tenha sido escrita não somente para os cristãos de Éfeso, mas também para os de outros lugares. A falta da frase "da cidade de Éfeso" (Ef 1.1) em alguns dos melhores manuscritos gregos também indica essa possibilidade.

Na primeira parte da carta (Ef 1-3), o apóstolo fala de como os cristãos são um só povo por causa da morte de Cristo na cruz e também de como o Espírito Santo lhes dá o poder de viverem sempre unidos uns com os outros.

Na segunda parte (Ef 4-6), ele fala da nova vida que os seguidores de Cristo têm por estarem unidos com ele. E fala também de como essa vida se manifesta no relacionamento deles uns com os outros.

A fim de tornar mais claro o que quer dizer a união do povo de Deus, o apóstolo usa três figuras para a Igreja: a de um corpo, do qual Cristo é a cabeça (Ef 1.22-23); a de um edifício, do qual Cristo é a pedra fundamental (Ef 2.20-21); e a de um casal, no qual a Igreja é a esposa, e Cristo é o marido (Ef 5.25-32).

Conteúdo

Introdução Ef 1.1,2

A boa nova do evangelho Ef 1.3-3.21

Bênçãos espirituais em união com Cristo Ef 1.3-23

Da morte para a vida Ef 2.1-10

Unidos por meio de Cristo Ef 2.11-22

Paulo, apóstolo entre os não-judeus Ef 3.1-21

A vida cristã Ef 4.1-6.20

A unidade do corpo de Cristo Ef 4.1-16

A nova vida em união com Cristo Ef 4.17-5.20

Relacionamentos na família Ef 5.21-6.9

A armadura do cristão Ef 6.10-20

Saudações finais e bênção Ef 6.21-24


FILIPENSES início

Filipos era uma cidade que ficava na província romana da Macedônia, uma região que hoje faz parte da Grécia.A igreja de Filipos foi a primeira fundada na Europa por Paulo, na sua segunda viagem missionária (At 16.12-40). Anos depois, quando estava na cadeia (Fp 1.7), Paulo escreveu esta Carta aos Filipenses. Ele havia recebido notícias a respeito dos cristãos de Filipos e tinha ficado sabendo que havia sérios problemas entre eles. E estava muito preocupado com as falsas doutrinas que algumas pessoas ensinavam lá e estava preocupado também por saber que alguns líderes da igreja eram contra ele. Ao mesmo tempo, Paulo havia recebido ajuda dos cristãos de Filipos; ele escreveu esta carta não somente para tratar dos problemas da igreja, mas também para agradecer aos filipenses tudo o que tinham feito por ele.

Esta carta mostra o grande amor que Paulo tinha pelos filipenses e fala da confiança, alegria, amor cristão e firmeza que devem ser qualidades dos seguidores de Jesus Cristo. Paulo diz que, acima de tudo, eles devem imitar o exemplo do próprio Cristo, que seguiu o caminho da humildade e da obediência a Deus, caminho esse que o levou à morte na cruz e à altíssima posição de Senhor de todos (Fp 2.5-11).

É com um carinho todo especial que Paulo se despede dos seus queridos amigos de Filipos (Fp 4.1-9).

Conteúdo

Saudação Fp 1.1,2

Oração de Paulo pelos filipenses Fp 1.3-11

A situação de Paulo Fp 1.12-26

Firmeza e coragem Fp 1.27-30

A humildade e a grandeza de Cristo Fp 2.1-11

Vivendo como filhos de Deus Fp 2.12-18

Planos de Timóteo e de Epafrodito Fp 2.19-30

Completamente unidos com Cristo Fp 3.1-11

A corrida do cristão Fp 3.12-21

Conselhos Fp 4.1-9

Agradecimento de Paulo Fp 4.10-20

Saudações e bênção Fp 4.21-23


COLOSSENSES início

A cidade de Colossos ficava na província romana da Ásia, região que hoje faz parte da Turquia. A igreja dali não tinha sido fundada por Paulo, e, pelo que parece, ele ainda não havia estado lá quando escreveu a Carta aos Colossenses. É provável que Epafras, companheiro de trabalho de Paulo, tenha sido o primeiro a anunciar o evangelho em Colossos (Cl 1.7; 4.12).

Paulo, que estava na cadeia (Cl 4.3,10,18), tinha recebido notícias das falsas doutrinas que estavam sendo ensinadas aos cristãos de Colossos (Cl 2.8,16-23) e por isso escreveu esta carta para combater esses falsos ensinamentos e trazer os colossenses de volta à verdadeira fé, que Epafras havia anunciado. Ele havia ensinado que somente Jesus Cristo pode salvar, somente por meio dele é que os pecados são perdoados. Portanto, que os colossenses continuem fiéis, tendo a sua fé construída sobre um alicerce firme e seguro; e que não vão atrás de ensinamentos inventados por qualquer um. Paulo fala da nova vida que os cristãos têm por estarem unidos com Cristo e como essa vida se manifesta especialmente no amor de uns para com os outros (Cl 3.12-14).

Nas últimas saudações (Cl 4.7-17) Paulo pede que esta carta seja enviada à igreja de Laodicéia, uma cidade vizinha, e que os cristãos de Laodicéia enviem aos colossenses a carta que Paulo tinha escrito ou tinha a intenção de escrever a eles. A carta aos colossenses foi levada a eles por Tíquico, e com ele viajou Onésimo (Cl 4.7-9), em favor de quem Paulo escreveu a Carta a Filemom.

Conteúdo

Saudação Cl 1.1,2

Oração em favor dos colossenses Cl 1.3-14

A boa nova do evangelho Cl 1.15-3.4

Cristo e sua missão Cl 1.15-23

A missão e a mensagem de Paulo Cl 1.24-2.5

A vida em união com Cristo Cl 2.6-3.4

A nova pessoa Cl 3.5-4.6

A vida velha a e vida nova Cl 3.5-17

Viver bem com os outros Cl 3.18-4.1

Conselhos Cl 4.2-6

Saudações e bênção Cl 4.7-18


I TESSALONICENSES início

Tessalônica era a capital da província romana da Macedônia, uma região que hoje faz parte da Grécia. A igreja de Tessalônica tinha sido fundada pelo apóstolo Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 17.1-10). Os judeus daquela cidade fizeram forte oposição aos cristãos, e por isso Paulo e Silas foram forçados a fugir para a cidade de Beréia. Mais tarde, na cidade de Corinto, Paulo recebeu de Timóteo, seu companheiro de trabalho, notícias a respeito da situação dos cristãos em Tessalônica (1Ts 3.6).

Paulo então escreve a Primeira Carta aos Tessalonicenses para lhes dizer como está contente com o progresso espiritual deles e para animá-los a continuarem firmes na fé em Cristo e a viverem de uma maneira que agradasse a Deus. Ele lhes recomenda que não se preocupem com questões sobre quando os mortos vão ressuscitar e quando Jesus Cristo vai voltar. Paulo pede que confiem no amor de Deus, o qual "não nos escolheu para sofrermos o castigo da sua ira, mas para nos dar a salvação por meio do nosso Senhor Jesus Cristo" (1Ts 5.9). Com carinho e amor Paulo termina a carta com saudações para os seus queridos irmãos e irmãs de Tessalônica.

Conteúdo

Saudação 1Ts 1.1

O evangelho anunciado em Tessalônica 1Ts 1.2-3.13

A fé e a vida dos tessalonicenses 1Ts 1.2-10

O trabalho de Paulo e dos seus companheiros 1Ts 2.1-12

Perseguição por causa do evangelho 1Ts 2.13-16

Planos para mandar Timóteo outra vez 1Ts 2.17-3.13

A vida que agrada a Deus 1Ts 4.1-12

A vinda do Senhor Jesus Cristo 1Ts 4.13-5.11

Conselhos finais e saudações 1Ts 5.12-27

Bênção 1Ts 5.28


II TESSALONICENSES início

Mesmo depois de terem recebido a primeira carta de Paulo, os cristãos de Tessalônica continuaram discutindo sobre a vinda do Senhor Jesus Cristo. Alguns até diziam que o Dia do Senhor já havia chegado, enquanto outros estavam tão certos de que Jesus voltaria logo, que largavam os seus empregos e viviam às custas dos outros.

Então Paulo escreve a Segunda Carta aos Tessalonicenses a fim de corrigir esses falsos ensinamentos e maneiras de agir. Nela, ele diz que, antes da vinda de Cristo, haverá um tempo de maldade e de pecado. Paulo fala também de um poder misterioso, a quem ele chama de "o Perverso", que chefiará uma revolta mundial contra Deus.

Mas Deus vencerá, e os que são escolhidos por ele para a salvação ficarão sempre seguros. Paulo pede que os leitores continuem firmes na fé e não andem atrás de ensinamentos falsos.

É nesta carta que se encontra o famoso ditado: "Quem não quer trabalhar que não coma" (2Ts 3.10).

Conteúdo

Saudação 2Ts 1.1, 2

Os últimos dias 2Ts 1.3-2.12

O Juízo Final 2Ts 1.3-12

A Revolta, o Perverso e a Misteriosa Maldade 2Ts 2.1-12

Privilégios e deveres do povo de Deus 2Ts 2.13-3.15

Firmeza e fidelidade 2Ts 2.13-3.5

Trabalhar e fazer o bem 2Ts 3.6-15

Saudações finais 2Ts 3.16-17

Bênção 2Ts 3.18


I TIMÓTEO início

Timóteo era o companheiro de trabalho e auxiliar mais querido do apóstolo Paulo. A mãe de Timóteo era uma judia que tinha aceitado a fé cristã, e o pai dele era grego (At 16.1-3). As duas cartas a Timóteo e a carta a Tito são chamadas de "Cartas Pastorais" por tratarem dos deveres dos pastores do povo de Deus, os dirigentes da Igreja.

A Primeira Carta a Timóteo previne o jovem pastor (1Tm 4.12) contra as doutrinas falsas que estavam sendo espalhadas entre os cristãos. Os falsos mestres (1Tm 1.3) andavam dizendo que era proibido comer certos alimentos e que casar era errado (1Tm 4.3-5). Essas proibições se baseavam na idéia de que o mundo material é mau e de que a salvação se alcança por meio de certas verdades secretas que somente poucas pessoas podem aprender.

Esta carta também ensina aos dirigentes da Igreja a maneira de fazerem o seu trabalho. E ao próprio Timóteo o apóstolo dá um conselho que serve para todos os seguidores de Jesus Cristo: "Viva uma vida de correta, de dedicação a Deus, de fé, de amor, de perseverança e de respeito pelos outros. Corra a boa corrida da fé e ganhe a vida eterna" (1Tm 6.11, 12).

Conteúdo

Saudação 1Tm 1.1,2

Falsas doutrinas 1Tm 1.3-11

Gratidão pela misericórdia de Deus 1Tm 1.12-20

A fé e a vida cristã 1Tm 2.1-6.10

A oração 1Tm 2.1-8

A mulher cristã 1Tm 2.9-15

Os líderes da Igreja 1Tm 3.1-13

A grande verdade revelada da religião cristã 1Tm 3.14-16

Os falsos mestres 1Tm 4.1-5

O bom servo de Cristo Jesus 1Tm 4.6-16

Como tratar os que crêem 1Tm 5.1-6.2

Os falsos ensinamentos e a verdadeira riqueza 1Tm 6.2-10

Conselhos finais 1Tm 6.11-21

Bênção 1Tm 6.21


II TIMÓTEO início

A Segunda Carta de Paulo a Timóteo trata principalmente das responsabilidades e dos deveres de Timóteo. O apóstolo sente que a sua vida está chegando ao fim; por isso, com carinho e dedicação, ele dá conselhos a Timóteo, seu amigo e companheiro de trabalho, para que seja forte na fé e continue sendo um fiel soldado de Jesus Cristo. Ainda mais: que seja zeloso no cumprimento dos seus deveres de dirigente da Igreja "e cumpra bem o seu dever de servo de Deus" (2Tm 4.5). O apóstolo fala da sua própria maneira de viver, da sua fé, do seu amor e da sua firmeza, que devem ser imitados pelo seu jovem companheiro de trabalho (2Tm 3.10,11). Cheio de coragem e confiança, o apóstolo resume a sua vida e a sua esperança de servo de Deus, afirmando o seguinte: "Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé. E agora está me esperando o prêmio da vitória, que é dado para quem vive uma vida correta, o prêmio que o Senhor, o justo Juiz,me dará naquele Dia" (2Tm 4.7-8).

Conteúdo

Saudação 2Tm 1.1,2

A serviço do evangelho 2Tm 1.3-2.26

Ação de graças e conselhos 2Tm 1.3-18

Firmeza e fidelidade no serviço de Deus 2Tm 2.1-13

Um trabalhador aprovado 2Tm 2.14-26

Os últimos dias 2Tm 3.1-9

Avisos e conselhos 2Tm 3.10-4.8

Assuntos pessoais 2Tm 4.9-18

Saudações finais 2Tm 4.19-22

Bênção 2Tm 4.22


TITO início

Tito, um não-judeu que havia se tornado cristão, foi um dos companheiros de trabalho e auxiliares do apóstolo Paulo no seu trabalho missionário (Gl 2.1-3; 2Co 7.6-16). Paulo o havia deixado na ilha de Creta a fim de que ele organizasse e dirigisse as igrejas dali (Tt 1.5). Na Carta a Tito o apóstolo trata dos deveres e da maneira de agir dos dirigentes das igrejas; fala também das responsabilidades do próprio Tito nas suas relações com os vários grupos de pessoas das igrejas. O apóstolo recomenda que Tito use a sua autoridade para o bem do povo de Deus e que a sua maneira de agir seja tão correta, que sirva de exemplo para todos (Tt 2.7). Diz que a vida cristã se torna possível por causa da bondade e do amor de Deus, o qual "nos salvou porque teve compaixão de nós, e não porque nós tivéssemos feito alguma coisa boa" (Tt 3.5).

Conteúdo

Introdução Tt 1.1-4

Fé e vida na Igreja Tt 1.5-3.11

Os líderes da Igreja Tt 1.5-16

A doutrina verdadeira Tt 2.1-15

A conduta cristã Tt 3.1-11

Conselhos finais Tt 3.12-15

Bênção Tt 3.15


FILEMOM início

Filemom era um cristão que provavelmente fazia parte da igreja de Colossos. Onésimo, que era escravo de Filemom, tinha fugido do seu dono. Não se sabe como ele chegou a conhecer o apóstolo Paulo, mas o certo é que se converteu ouvindo a mensagem do evangelho anunciada pelo apóstolo, que estava na cadeia. Paulo resolveu que Onésimo deveria voltar para o seu dono e por isso escreveu a Carta a Filemom, a fim de lhe fazer um apelo para que recebesse Onésimo de volta, não somente como escravo, mas também como um querido irmão em Cristo. Parece que a Carta aos Colossenses e a Carta a Filemom foram escritas na mesma época e que as duas foram entregues pelo próprio Onésimo.

Esta pequena carta é um belo exemplo de carinho e boa educação. Paulo não discute os direitos que as leis daquele tempo davam ao dono de um escravo. Para resolver essa questão de um escravo fugido, Paulo aplica a mais alta lei que existe, a lei do amor cristão.

Conteúdo

Saudações Fm 1-3

A fé e o amor de Filemom Fm 4-7

Um apelo em favor de Onésimo Fm 8-22

Saudações finais Fm 23,24

Bênção Fm 25


HEBREUS início

Este Livro foi escrito para cristãos que eram judeus de nascença e por isso é chamado de Carta aos Hebreus. Eles estavam sendo perseguidos e corriam o perigo de abandonar a fé cristã e voltar para a religião dos seus antepassados. O Livro parece mais um discurso ou um sermão do que uma carta; o autor não diz quem ele é nem para quem está escrevendo. Só no fim do Livro é que aparecem umas poucas referências a pessoas (Hb 13.22-24). Ninguém sabe com certeza quem escreveu este belo sermão.

O autor deste Livro procura provar aos leitores que é por meio de Jesus Cristo que Deus envia aos seres humanos a mensagem mais perfeita a respeito de si mesmo: Jesus é a revelação completa e eterna de Deus. Ele é o Filho de Deus, superior aos profetas do Antigo Testamento, aos anjos e a Moisés e Josué. Ele é o eterno Grande Sacerdote, que se ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito a Deus a fim de tirar os pecados da humanidade. É por meio dele que Deus faz uma nova e perfeita aliança com o seu povo. E é por meio de Jesus Cristo que se consegue a salvação eterna.

No capítulo 11 o autor fala dos heróis da fé, as pessoas do Antigo Testamento que continuaram firmes na sua fé em Deus, mesmo quando enfrentaram derrotas, perseguições e martírio. Ele recomenda aos seus leitores que pensem nesses heróis e sigam o exemplo deles. Depois de vários conselhos, o autor termina com uma oração, saudações e bênção.

Conteúdo

Jesus Cristo, a perfeita revelação de Deus Hb 1.1-3

Cristo é superior aos anjos Hb 1.4-2.18

Cristo é superior a Moisés e Josué Hb 3.1-4.13

O sacerdócio de Cristo é superior ao dos sacerdotes levitas Hb 4.14-7.28

A aliança feita por meio de Cristo é superior Hb 8.1-9.22

O sacrifício de Cristo é superior Hb 9.23-10.39

Os heróis da fé Hb 11.1-40

Firmeza e perseverança na fé Hb 12.1-11

Conselhos e avisos Hb 12.12-19

Como agradar a Deus Hb 13.1-19

Oração e saudações Hb 13.20-24

Bênção Hb 13.25


TIAGO início

A Carta de Tiago foi escrita a todos os cristãos do seu tempo e trata de assuntos práticos da vida cristã. O autor fala de pobreza e riqueza, tentação, preconceito, o falar e o agir, o criticar, orgulho e humildade, paciência, oração e fé. Ele põe acima de tudo a necessidade de não somente crer como também agir. Não adianta nada alguém dizer que tem fé se não provar por meio das suas ações que a sua fé é viva e verdadeira. "Portanto, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem ações está morta" (Tg 2.26). A verdadeira fé cristã se manifesta em ações cristãs.

O autor chama a si mesmo de "mestre" (Tg 3.1) e ele ensina belas lições para todos os seguidores de Cristo. Com clareza e vigor, Tiago nos mostra como devemos agir e viver, se é que queremos ser cristãos de verdade.

Conteúdo

Saudação Tg 1.1

Fé e sabedoria Tg 1.2-8

Pobreza e riqueza Tg 1.9-11

Provas e tentações Tg 1.12-18

Ouvir e fazer Tg 1.19-27

Tratamento igual para todos Tg 2.1-13

Fé e ação Tg 2.14-26

Dominar a língua Tg 3.1-12

A verdadeira sabedoria Tg 3.13-18

Amizade com o mundo Tg 4.1-10

O hábito de julgar os outros Tg 4.11-12

O futuro a Deus pertence Tg 4.13-17

Aviso aos ricos Tg 5.1-6

Conselhos finais Tg 5.7-20


I PEDRO início

A Primeira Carta de Pedro foi escrita para os cristãos que viviam em cinco províncias romanas que ficavam numa região que hoje faz parte da Turquia. O apóstolo está em "Babilônia" (1Pe 5.13), que provavelmente é uma maneira de falar da cidade de Roma (Ap 14.8; 16.19; 17.5).

Os leitores estão enfrentando sofrimentos e perseguições por causa da sua fé. Ao procurar animá-los a continuarem firmes na sua dedicação a Jesus Cristo, o apóstolo mostra que os sofrimentos servem para provar que a fé que eles têm é verdadeira (1Pe 1.7). Ele cita o exemplo de Cristo, que suportou o sofrimento e a morte em favor deles; aconselha que eles, por sua vez, sigam o exemplo do Mestre (1Pe 2.21-25). Recomenda que, acima de tudo, eles vivam uma vida que traga honra e glória para o nome de Deus (1Pe 1.15,16). E o autor faz lembrar de novo aos leitores a razão de eles terem sido salvos: "Vocês foram escolhidos para anunciarem os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9).

Conteúdo

Introdução 1Pe 1.1,2

Esperança no meio das provações 1Pe 1.3-12

Uma vida dedicada a Deus 1Pe 1.13-2.10

A conduta do cristão 1Pe 2.11-3.12

Sofrendo como seguidores de Cristo 1Pe 3.13-4.19

Conselhos para o povo de Deus 1Pe 5.1-11

Saudações finais 1Pe 5.12-14

Bênção 1Pe 5.14


II PEDRO início

A Segunda Carta de Pedro foi escrita a todos os cristãos do seu tempo. Ela trata de falsas doutrinas que estavam sendo espalhadas entre eles. Os falsos mestres não somente ensinavam coisas erradas como também se entregavam a todo tipo de imoralidades e vícios e procuravam arrastar os outros consigo. O apóstolo avisa os leitores do perigo que eles correm e os anima a ficarem firmes na fé e na vida de pureza e dedicação a Deus. Esses falsos mestres também zombavam da esperança que os cristãos tinham de que Cristo iria voltar; por isso o apóstolo afirma que, de fato, o Senhor voltará. Contudo, por ser bondoso, Deus tem paciência "porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados" (2Pe 3.9). O apóstolo recomenda que todos "façam o possível para estarem em paz com Deus, sem mancha e sem culpa diante dele, "e fiquem esperando aquele dia abençoado em que haverá "um novo céu e uma nova terra, onde tudo será feito de acordo com a vontade de Deus" (2Pe 3.14,13).

Conteúdo

Introdução 2Pe 1.1,2

A vida cristã 2Pe 1.3-21

Os falsos mestres 2Pe 2.1-22

O Dia do Senhor 2Pe 3.1-16

Conselhos finais 2Pe 3.17,18


I JOÃO início

O assunto principal da Primeira Carta de João é o amor: o amor de Deus para conosco, o amor que nós devemos ter a ele e o amor que devemos ter uns para com os outros. "Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele" (1Jo 4.16). Deus também é luz, e nós devemos sempre viver na luz e assim estaremos unidos uns com os outros (1Jo 1.7; 2.9-11). O autor também previne os seus leitores contra a falsa doutrina de que Jesus Cristo não se tornou, de fato, um ser humano, mas que ele tinha somente a aparência de homem (1Jo 2.22,23; 4.1-3; 5.6-9). Essa falsa doutrina, diz o autor, vem do espírito do Inimigo, o espírito do erro. Nem nesta carta nem nas duas seguintes aparece o nome do autor. Por causa dos assuntos tratados e por causa da maneira de escrever do autor, as três cartas logo começaram a ser chamadas de "Cartas de João", querendo-se dizer com isso que tinham sido escritas pelo autor do Evangelho de João.

Conteúdo

Introdução 1Jo 1.1-4

Deus é luz 1Jo 1.5-10

A verdade e o erro 1Jo 2.1-27

Os filhos de Deus e os filhos do Diabo 1Jo 2.28-3.24

O Espírito de Deus e o do Inimigo de Cristo 1Jo 4.1-6

Deus é amor 1Jo 4.7-21

A fé que vence o mundo 1Jo 5.1-21


II JOÃO início

Esta pequena carta foi escrita por um "presbítero", isto é, um dirigente de uma igreja. A carta é dirigida aos membros de outra igreja, os quais o autor conhece bem. Ele pede aos leitores que amem uns aos outros e que tomem cuidado com certas doutrinas falsas que estão sendo espalhadas pelo mundo.

Conteúdo

Saudação 2Jo 1-3

Verdade, amor e erro 2Jo 4-11

Palavras finais 2Jo 12-13


III JOÃO início

Esta carta, escrita pelo mesmo "presbítero" que escreveu a Segunda Carta de João, é enviada a Gaio, dirigente de uma igreja. O autor elogia Gaio, condena a oposição de Diótrefes e fala bem de Demétrio.

Conteúdo

Introdução 3Jo 1.1

Elogio a Gaio 3Jo 2-8

Condenação de Diótrefes 3Jo 9-10

Elogio a Demétrio 3Jo 11-12

Palavras finais (13-15) 3Jo 13-14


JUDAS início

A Carta de Judas foi escrita a fim de prevenir os cristãos em geral contra os falsos mestres que estavam espalhando idéias erradas nas igrejas. Esta carta, que é parecida com a Segunda Carta de Pedro, procura animar os leitores "a combater a favor da fé que, uma vez por todas, Deus deu ao seu povo" (Jd 1.3). O autor recomenda que os leitores continuem firmes e não se deixem levar por esses enganadores, os quais receberão o castigo que merecem.

Conteúdo

Introdução Jd 1.1-2

Os falsos mestres Jd 3-16

Avisos e conselhos Jd 17-23

Oração de louvor Jd 24-25


APOCALIPSE início

Apocalipse quer dizer "revelação", e por isso este Livro se chama também A Revelação de Deus a João (Ap 1.1). Foi escrito durante um tempo em que as autoridades romanas estavam perseguindo os cristãos porque eles não prestavam culto ao Imperador romano, que chamava a si mesmo de "Senhor" e "Deus". O Livro foi escrito por João, que estava preso na ilha de Patmos por ter anunciado a boa notícia do evangelho (Ap 1.9). Ele escreve o seu Livro para as sete igrejas da província romana da Ásia (Ap 1.4,11), que ficava numa região que hoje faz parte da Turquia. Ele anima os seus leitores a continuarem fiéis a Jesus Cristo em tempos de perseguições e sofrimentos.

Depois das cartas às sete igrejas (Ap 2-3), João descreve uma série de visões que teve. Elas mostram que as forças do mal não vencerão, que a vitória pertence a Deus e a Jesus Cristo, e aqueles que continuarem fiéis na sua fé receberão o prêmio da vida eterna no novo céu que Deus vai preparar. João usa figuras estranhas, símbolos e números que os seus leitores entendiam, mas que não seriam entendidos pelas autoridades romanas. Os leitores de hoje têm dificuldade de compreender completamente as visões de João, mas a lição principal do Livro é simples e clara: "O poder para governar o mundo pertence agora a Deus, o nosso Senhor, e ao Messias que ele escolheu. E o Messias reinará para todo o sempre!" (Ap 11.15)

Conteúdo

Introdução Ap 1.1-8

Uma visão de Cristo Ap 1.9-20

As cartas às sete igrejas Ap 2.1-3.22

A igreja de Éfeso Ap 2.1-7

A igreja de Esmirna Ap 2.8-11

A igreja de Pérgamo Ap 2.12-17

A igreja de Tiatira Ap 2.18-29

A igreja de Sardis Ap 3.1-6

A igreja de Filadélfia Ap 3.7-13

A igreja de Laodicéia Ap 3.14-22

A visão do rolo selado com sete selos Ap 4.1-8.5

Deus no seu trono no céu Ap 4.1-11

O Livro e o Cordeiro Ap 5.1-14

Os sete selos são quebrados Ap 6.1-8.5

A visão das sete trombetas Ap 8.6-19

A visão da mulher e do dragão Ap 12.1-18

A visão dos dois monstros Ap 13.1-18

Outras visões Ap 14.1-20

Os cento e quarenta e quatro mil Ap 14.1-5

As mensagens dos três anjos Ap 14.6-13

A colheita do fim dos tempos Ap 14.14-20

A visão das sete taças da ira de Deus Ap 15.1-16.21

A visão de Babilônia, a famosa prostituta Ap 17.1-19.4

A famosa prostituta e o monstro Ap 17.1-18

A queda de Babilônia Ap 18.1-24

Louvor no céu Ap 19.1-4

Outras visões Ap 19.5-20.15

A festa do casamento do Cordeiro Ap 19.5-10

O cavaleiro montado no cavalo branco Ap 19.11-21

Os mil anos Ap 20.1-6

A derrota de Satanás Ap 20.7-10

O julgamento final Ap 20.11-15

O novo céu, a nova terra e a nova Jerusalém Ap 21.1-22.5

Final Ap 22.6-21

Bíbliologia.


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